quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"Bote Fé"

No último dia 01 de Dezembro foi realizado pela RCC de Itabata o 2º Retiro para as Famílias com o Tema: "Restaura nossa casa, Senhor" para as Crianças: O retirinho e para os jovens: o Bote fé.
Falarei aqui do Bote Fé, um encontro que contou com a presença de Paulão e Lu e Ministério Te Deum, animando os jovens que ali estavam, foi super da hora, bastante gente!!
Uma das frases marcantes: "Jovem não deixe sua fé em Stand-Bye". Segue Fotos:
 






 

 





 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Até os insensatos quando se calam passam por sábios

 
Sócrates, o sábio filósofo grego, dizia que a eloquência é, muitas vezes, uma maneira de exaltar falsamente o que é pequeno e de diminuir o que é, de fato, grande. A palavra pode ser mal-usada, mascarada e empregada para a dissimulação. É por isso que os sábios sempre ensinaram que só devemos falar alguma coisa “quando as nossas palavras forem mais valiosas que o nosso silêncio”. A razão é simples: nossas palavras têm poder para construir ou para destruir. Elas podem gerar a paz, a concórdia, o conforto, o consolo, mas podem também gerar ódio, ressentimento, angústia, tristeza e muito mais. “Mesmo o estulto, quando se cala, passa por sábio, por inteligente, aquele que fecha os lábios” (Pr 17,28).
O silêncio é valioso, sobretudo quando estamos em uma situação difícil, quando é preciso mais ouvir do que falar, mais pensar do que agir, mais meditar do que correr. Tanto a palavra quanto o silêncio revelam o nosso ser, a nossa alma, aquilo que vai dentro de nós. Jesus disse que “a boca fala daquilo que está cheio o coração” (cf. Lc 6,45). Basta conversar por alguns minutos com uma pessoa que podemos conhecer o seu interior revelado em suas palavras; daí a importância de saber ouvir o outro com paciência para poder conhecer de verdade a sua alma. Sem isso, corremos o risco de rotular rapidamente a pessoa com adjetivos negativos.
 
Sabemos que as palavras são mais poderosas que os canhões; elas provocam revoluções, conversões e muitas outras mudanças. A Bíblia, muitas vezes, chama a nossa atenção para a força das nossas palavras. “Quem é atento à palavra encontra a felicidade” (Eclo 16,20). “O coração do sábio faz sua boca sensata, e seus lábios ricos em experiência” (Eclo 16, 23). “O homem pervertido semeia discórdias, e o difamador divide os amigos” (Eclo 16,28). “A alegria de um homem está na resposta de sua boca, que bom é uma resposta oportuna!” (Pr 15,23).
Quanta discórdia existe nas famílias e nas comunidades por causa da fofoca, das calúnias, injúrias, maledicências! É preciso aprender que quando errarmos por nossas palavras, quando elas ferirem injustamente o irmão, teremos de ter a coragem sagrada de ir até ele pedir perdão. Jesus ensina que seremos julgados por nossas palavras: “Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado” (Mt 12, 36).
Nossas palavras devem sempre ser “boas”, isto é, sempre gerar o bem-estar, a edificação da alma, o consolo do coração; a correção necessária com caridade. Se não for assim, é melhor se calar. São Paulo tem um ensinamento preciso sobre quando e como usar a preciosidade desse dom que Deus nos deu que é a palavra: “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem” (Ef 4, 29).

Erramos muito com nossas palavras; mas por quê?

Em primeiro lugar porque somos orgulhosos, queremos logo “ter a palavra” na frente dos outros; mal entendemos o problema ou o assunto e já queremos dar “a nossa opinião”, que muitas vezes é vazia, insensata, porque imatura, irrefletida. Outras vezes, erramos porque as pronunciamos com o “sangue quente”; quando a alma está agitada. Nesta hora, a grandeza de alma está em se calar, em conter a fúria, em dominar o ego ferido e buscar a fortaleza no silêncio.
Fale com sinceridade, reaja com bom senso e sem exaltação e sem raiva e expresse sua opinião com cautela, depois que entender bem o que está em discussão. Muitas vezes, nos debates, estamos cansados de ver tanta gente falando e poucos dispostos a ouvir. Os grandes homens são aqueles que abrem a boca quando os outros já não têm mais o que dizer. Mas, para isso, é preciso muito exercício de vontade; é preciso da graça de Deus porque a nossa natureza sozinha não se contém.
Deus nos fala no silêncio, quando a agitação da alma cessou; quando a brisa suave substitui a tempestade; quando a Sua palavra cala fundo na nossa alma; porque ela é “eficaz e capaz de discernir os pensamentos de nosso coração” (cf Hb 4,12).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


São Januário ou Gennaro

 
A esse santo é atribuído o “milagre do sangue de são Januário”, ou Gennaro, como é o seu nome na língua italiana. Durante a sua festa, no dia 19 de setembro, sua imagem é exposta à imensa população de fiéis. Por várias vezes, na ocasião a relíquia do seu sangue se liquefaz, adquirindo de novo a aparência de recém-derramado e a coloração vermelha. A primeira vez, devidamente registrada e desde então amplamente documentada, ocorreu na festa de 1389. A última vez foi em 1988.
O mais incrível é que a ciência já tentou, mas ainda não conseguiu chegar a alguma conclusão de como o sangue, depositado num vidro em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor, consistência, e até mesmo duplicando seu peso. Assim, segue, através dos séculos, a liquefação do sangue de são Januário como um mistério que só mesmo a fé consegue entender e explicar.
Por isso o povo de Nápoles e todos os católicos devotam enorme veneração por são Januário. Até a história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé da montanha do Vesúvio, confunde-se com a devoção dedicada a ele, que os protege das pestes e das erupções do referido vulcão. Na verdade, ela se torna a própria história deste santo que, segundo os atos do Vaticano, era napolitano de origem e viveu no fim do século III. Considerado um homem bom, caridoso e zeloso com as coisas da fé, foi eleito bispo de Benevento, uma cidade situada a setenta quilômetros da sua cidade natal. Era uma época em que os inimigos do cristianismo submetiam os cristãos a testemunharem sua fé por meio dos terríveis martírios seguidos de morte.
No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. O bispo Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte num espetáculo público no Circo. Sua execução era para ser, mesmo, um verdadeiro evento macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo chamado para assistir. Porém, a exemplo do que aconteceu com o profeta Daniel, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou, então, que fossem todos degolados ali mesmo. Era o dia 19 de setembro de 305.
Alguns cristãos, piedosamente, recolheram em duas ampolas o sangue do bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica. São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do papa Sixto V em 1586.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bom dia!
Hoje é dia da Exaltação da Santa Cruz.
"A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou"
(Gl 6,14).

Adoremos e em Jesus Crucificado exultemos, olhemos agradecidos para o sinal de nossa libertação!

domingo, 19 de agosto de 2012

Dogma de Assunção


A Assunção da Virgem em corpo e alma, após sua morte preciosíssima é, hoje, um dogma de fé cristã. Encontra-se contido em nossa página principal (em catecismo) detalhes explicativos sobre os dogmas que, resumidamente podem definir-se como verdades divinas propostas pela Igreja, e que devemos crer incondicionalmente, sob pena de cairmos em heresia.
Desta breve exposição se inclui que, nenhum católico poderá negar que a Virgem Mãe de Deus foi elevada ao céu em corpo e alma, após a morte.
O Papa Pio XII , no dia 1o. de novembro de 1950, na Basílica de São Pedro, dirigiu a cerimônia que ficou e ficará para sempre nos anais da Igreja Católica como a mais solenes da era contemporânea, o Dogma da Assunção da Virgem Mãe de Deus. Vejamos a alocução de Sua Santidade firmada nessa cerimônia:
“Veneráveis irmãos e amados filhos e filhas que vos haveis congregado em nossa presença e todos vós que nos ouvis nesta Santa Roma e em todos os lugares do mundo católico.
“Emocionados pela proclamação como um dogma de fé da Assunção ao céu da Santíssima Virgem em corpo e alma, exultando de alegria que inunda os corações de todos os fiéis, agora satisfeitos em seus ardentes desejos, sentimos irresistível necessidade de elevar junto convosco o hino de graças à amada providência de Deus, que quis reservar para vós a alegria deste dia e a nós o conforto de colocar sobre a fronte da mãe de Deus e da nossa mãe um brilhante diadema que coroa suas singulares prerrogativas.
“ Por um inescrutável desígnio do destino, aos homens da atual geração tão atormentados e afligidos, perdidos e alucinados, mas também sadiamente em busca de um grande Deus que foi perdido, abre-se uma parte luminosa dos céus, onde se senta, junto ao filho da justiça, a rainha mãe, Maria.
“Implorando há longo tempo, finalmente nos chega este dia, o qual por fim, é nosso. A voz dos séculos – deveríamos dizer a voz da eternidade – é nossa. É a voz que, com a ajuda do Espírito Santo, definiu solenemente o alto privilégio da celestial Mãe. E vosso é o grito dos séculos. Como se houvessem sido sacudidos pelas batidas dos vossos corações e pelo balbuciar dos vossos lábios, as próprias pedras desta patriarcal basílica vibram e juntamente com elas os inumeráveis antigos templos levantados em todas as partes em honra de Maria, monumentos de uma só fé e pedestais terrenos do celestial trono da glória da Rainha do Universo, parecem exultar em pequenas batidas. E neste dia de alegria, desde este pedaço do céu, juntamente com a evangélica onda de satisfação que se harmoniza com a onda de exultação de toda a Igreja militante, não pode deixar de descer sobre as almas uma torrente de graças e ensinamentos, frutíferos despertadores de renovada santidade. Por esta razão, para tão altíssima criatura, levantamos, cheios de fé, os nossos olhares da terra – nesta nossa época, entre a nossa geração – e gritamos a todos: “Levantai os vossos corações”.
“As muitas intranqüilas e angustiosas almas, triste legado de uma idade violenta e turbulenta, almas oprimidas, porém não resignadas, que já não crêem na bondade da vida e aceitam-na somente como se fossem obrigadas a aceitá-la, ela lhes abre as mas altas visões e as conforta para contemplar que destino e que obras ela há sublimado, ela , que foi eleita por Deus para ser Mãe do mundo, feita em carne, recebeu docilmente a palavra do Senhor.
“E vós, que estais mais particularmente próximo de nosso coração, vós pobres enfermos, vós refugiados, vós prisioneiros, vós os perseguidos, vós com os braços em trabalho e o corpo sem abrigo, vós nos sofrimentos de toda índole e de todas as nações, vós a quem a passagem pela terra só parece dar lágrimas e privações, por mais esforços que se façam ou que se deverão fazer para acudir em vossa ajuda; levantai vossos olhares para Ela que, antes de vós, percorreu os caminhos da pobreza, do exílio e da dor; para Ela, cuja alma foi atravessada pela espada ao pé da cruz e que agora contempla, como olhar firme, desde a luz eterna, este mundo sem paz, martirizado por desconfianças recíprocas, pelas divisões, pelos conflitos, pelos ódios a tal ponto que se debilitou e se perdeu o sentido do temor em Cristo. Enquanto suplicamos com todo o ardor que a Virgem Maria possa assinalar o retorno do calor, do afeto e da vida aos corações humanos, não nos devemos cansar de recordar que nada deve prevalecer sobre o fato, sobre a consciência de sermos todos filhos da mesma Mãe, laço é de união através do místico Corpo de Cristo, uma nova era e uma nova Mãe dos vivos, que quer conduzir todos os homens à verdade e à graça de seu divino Filho. E agora, oremos com devoção.”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Abertura da Semana Nacional da Família

De 09 a 15 de agosto acontece a Semana Nacional da Família. Este é um evento anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil. Teve início em 1992, objetivando fazer alguma coisa em defesa e promoção da família. Assim foi escolhida a semana seguinte ao Dia dos Pais, no mês de agosto, por ser o mês vocacional.  

O tema deste ano é: “Família, Igreja Doméstica, Caminho para o Discipulado". Com a Semana Nacional, a Igreja do Brasil quer, uma vez mais, destacar a importância da família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos. A Família é "o espaço privilegiado para a existência e a convivência humana".

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Perseverança até quando??

O ser humano é realmente frágil, diante das agruras da vida. Somos capazes de grandes heroísmos. Mas perante a presença do mal, das oposições contínuas de gente mal intencionada, sentimos a falta de coragem. A tentação da fuga, pura e simples, é uma alternativa aliciadora. “Todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26, 56).
Nisso somos parecidos com os animais que, diante do perigo, por instinto de conservação, fogem rapidamente. Os homens, por educação ou por graça divina (martírio), tem a capacidade de resiliência. Essa capacidade nos faz esperar que os tempos mudem, e tudo pode tomar um rumo novo.

As pessoas, homens ou mulheres, e até jovens - que tem perseverança e firmeza de conduta, tornam-se arrimo para outros mais frágeis. Os que tem personalidade, e não se deixam desviar dos seus intentos, são líderes e vencedores. Tais pessoas se tornam heróis, pelo fato de abrirem caminho aos pusilânimes. Mas a perseverança é virtude proposta a todos, não só aos heróis. Este desafio nos é aberto em dois sentidos.

Antes de tudo, somos chamados ao heroísmo da fé. A tentação do desânimo, de abandonarmos a fé diante de outras propostas mais tentadoras, de alcançarmos a solução dos problemas pela via rápida dos milagres fáceis, nos pode fazer balançar. “Maldito seja aquele que vos anunciar um evangelho diferente daquele que eu anunciei” (Gal 1, 8).
A Igreja possui a doutrina de Jesus (imagem do Pai). Nesta doutrina seremos perseverantes e seguiremos o que ensinavam os Apóstolos: “sede firmes na fé”. Entre nós católicos há muitos que se deixam seduzir com facilidade, e abandonam a fé do seu batismo, para aderirem a soluções menos complicadas. Outro chamado, feito a todos, é de sermos perseverantes na prática do bem.
Trabalhar gratuitamente em benefício dos outros, pode cansar. As ingratidões, a falta de compromisso, pode nos levar ao desânimo, e a “jogar tudo para cima”. É mais fácil ter vida mansa e assistir tudo de camarote. Mas a Escritura nos alerta: “Quem for perseverante até o fim, este será salvo” (Mt 10, 22).

Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG


 

sábado, 2 de junho de 2012

O Perigo das meias verdades

O perigo das meias verdades

Uma meia verdade é pior que uma mentira

À medida que cresce na mídia a tendência do “politicamente correto”, que, na versão católica do Papa Bento XVI, pode-se traduzir como "ditadura do relativismo" alguns católicos, líderes e, às vezes, pregadores parecem ter medo de assumir a verdade integral pregada pela Igreja. Nota-se certo receio de “ir contra a corrente”, contra a vontade da maioria, esquecendo-se de que Jesus é “sinal de contradição”, e que por isso foi perseguido e crucificado, para não deixar de dar testemunho da verdade que salva. A verdade não depende da maioria, mas de si mesma.

A verdade é fundamental; por isso o Papa tem sido seu paladino incansável. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que o que salva é a verdade: “Com efeito, 'Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade' (I Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está na verdade” (CIC § 851).

Sem a verdade não há salvação. Jesus disse diante de Pilatos que veio ao mundo “para dar testemunho da verdade” (cf. Jo 18,37) e aceitou morrer para testemunhá-la. E deixou claro que “a verdade vos libertará”.
Assim, a verdade não pode ser passada “pela metade”, pois se torna perigosa mentira. Sabemos que uma meia verdade é pior que uma mentira. Não podemos pregar o Evangelho pela metade, deixando de mostrar especialmente aquilo que visa destruir o pecado e levar o pecador à conversão. Por exemplo, a frase “Não podemos comer comida estragada”, está correta e é muito importante; mas, se eu disser só a metade da frase: “Não podemos comer comida”, muitos vão morrer de fome. Entendeu por que a meia verdade é pior do que uma mentira?

Mutatis mutandis” (mudando o que deve ser mudado), noto que alguns ensinam a fé católica em meias verdades. Como? Ao apresentarem uma questão, expõem apenas uma parte da verdade sobre o assunto, deixando de falar do pecado e das exigências de conversão. Por essa razão, não podemos, por exemplo, dizer apenas, aos casais de segunda união, que eles não devem se afastar da Igreja e que não podem ser discriminados, etc., sem lhes dizer também que a situação deles não é lícita diante do Evangelho e que não podem receber os sacramentos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Salve Maria Medianeira de todas as graças!!

Vinde todos os homens, todas as nações da terra, vinde coros dos anjos unir-se aos louvores que brotam do coração de todos os fiéis neste mês de maio, cantando as glórias de Maria.

Inspirado nas palavras de São João Damasceno, um dos Padres da Igreja que saia do sangue de seus mártires nos primeiros séculos, quero refletir um pouco com vocês, que me lêem, sobre o mistério divino que se realizou em Maria.

No hino em que a Igreja saúda a Maria, como a Estrela do Mar, como a Mãe de Deus, a Virgem Imaculada, a feliz Porta do Céu, há um verso, o subseqüente ao que livremente mencionamos, que canta: “Assumindo aquela saudação do anjo Gabriel, guardai-nos na paz, Vós de mudaste o nome de Eva.”

Eva com sua desobediência, trouxe-nos a morte, Maria com o seu “sim” gerou-nos para a vida. São Paulo nos ensina, que chegada a plenitude dos tempos, a nós que estávamos sujeitos servilmente ao pecado, Deus enviou eu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a lei para nos resgatar da morte e deu-nos a adoção de filhos de Deus, enviando o seu Espírito em nosso coração pelo qual podemos clamar, Aba, meu Pai.(Gal.4, 4-5)

Maria é, pois, aquela em quem, primeiro e com a maior perfeição, se realizou o mistério da redenção, a santificação da humanidade e de todo o universo, em quem pela previsão do sangue de seu Filho, jamais penetrou o pecado, desde a sua concepção. “Não podia tal Mãe assim eleita, por um momento à culpa estar sujeita”, já, há séculos, cantavam nossos pais no Ofício popular da Imaculada Conceição.

O santo que nos inspira neste texto, exalta-a neste trecho, extraído do seu sermão sobre a natividade de Maria e que vamos citar na sua integridade, pela sua beleza: Na verdade, tu és mais preciosa que toda a criação, pois só de ti o Criador recebeu em partilha as primícias da nossa matéria humana. A Sua Carne foi feita da tua carne, o Seu Sangue do teu sangue; Deus alimentou-Se do teu leite, e os teus lábios tocaram os lábios de Deus”.

E, em outro tópico, exclama:”Que outra digna morada, senão Tu para Deus! Com razão todas as gerações a proclamam bem-aventurada, ó gloria insigne da humanidade!” Como seu Filho, que sendo Deus, assumiu em seu seio a condição humana, Maria, reconhece humildemente, a ação divina em sua pessoa, mas, a exalta na glorificação que o Pai lhe reserva perante toda a família das gentes que vão reconhecê-la como Aquela pela qual nos veio a salvação. Com o mesmo santo, vamos saúda-la:

“Oh maravilhas incompreensíveis e inefáveis! Na presciência da tua dignidade, amou-te o Deus do universo; porque te amou, predestinou-te, e nos «últimos tempos», chamou-te à existência, e constituiu-te Mãe para gerar um Deus e alimentar o Seu próprio Filho e Verbo”

Ela é a escada de Jacó, que apoiada sobre a terra redimida se eleva até a glória de Deus e pela qual subimos, renunciando ao pecado pela graça daquele que Ela nos deu. Ela uniu a terra ao céu por seu Filho que, nascido do seu seio era homem, mas gerado pelo Espírito Santo tinha em si a divindade. Ela é a Porta do Céu.

Moisés, no deserto, preceituou que a Tenda do Senhor, o santuário que continha as tábuas da lei e os instrumentos santos pelo quais se manifestou o poder de Deus na travessia do mar, na libertação da escravidão do Egito fosse ricamente ornado.

Que se apague essa gloria diante de Maria. A Arca da Aliança e a Casa de Ouro, com que a honramos na ladainha, como imagem apenas, diante da morada de Deus Vivo na pessoa de seu Filho, nela presente substancialmente. Ela o portou dentro de si, tendo-o concebido no seu coração no desejo ardente que a inspirava na meditação dos textos proféticos, antes mesmo de o portar no seu seio materno. O seu amor supera todas as jóias e riquezas da natureza.

Assumindo a maternidade divina, assumiu-nos também a todos nós, irmanados, pela adoção, ao seu Filho divino. E assim não cessa de interceder por nós. Anuncia-nos, como a Estrela da Manhã, o raiar do Dia eterno, o raiar daquele Sol que desconhece o ocaso, como a Igreja canta na Páscoa.

Ela é a Estrela do Mar, a guiar os navegantes no mar tempestuoso desta vida, indicando-nos a altura dos astros e o norte para chegarmos felizes ao porto definitivo.

Se somos filhos de Eva, pela raiz do pecado que está em nós, vamos suplicar a Maria, a Mãe pela qual nos veio a vida, que nos mostre Jesus, o bendito fruto do seu ventre, Ela que é a clemente, a piedosa, a doce Virgem Mãe, Maria.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Como deve se comportar um ministro de música?

O ministro de música é aquele que está à frente de um grupo ou de um ministério. Assim como, nos países democráticos, há o Ministro da Defesa, da Agricultura, do Trabalho, entre outros, que discursam, legislam e atuam em favor do povo e não de si mesmos, deixando em segundo plano seus interesses pessoais em prol da defesa e dos direitos e deveres do cidadão, o mesmo acontece com os ministros de música, designados pelo próprio Deus a exercer seu ministério, sendo voz do Senhor para o povo.
São Paulo, em sua carta aos Coríntios diz que “Não damos a ninguém motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. Pelo contrário, em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, por uma constância inalterável, em tribulações, necessidades, angústias, açoites, prisões, tumultos, fadigas, vigílias, jejuns, pela sinceridade, conhecimento, paciência, bondade; pelo Espírito Santo, pelo amor sincero” (II Cor 6,3-4 ).Por isso todo aquele que está à frente de qualquer ministério deve ser coerente com o que é ensinado pela Igreja, seja no modo de se vestir, seja no modo de agir, assim como na vivência dos princípios cristãos, tanto dentro quanto fora da igreja, pois quer queira ou não o músico é tido como exemplo.
Não sejamos motivo de escândalo a ninguém, pois somos "ministros de Deus", falamos em nome d'Ele, precisamos assumir que somos ministros do Senhor tendo essa identidade. Representamos Jesus no campo da música e fomos investidos do poder d'Ele para executar a música aonde Ele nos quiser enviar e nos fazer embaixadores d'Ele.Somos escolhidos para fazer a vontade de Deus e não a nossa, pois o Senhor nos escolheu por primeiro (cf. Jo 15,12-17). É Deus quem nos escolhe, nos separa e nos capacita para sermos amigos e servos d'Ele. A partir disso, somos revestidos pelo poder do Altíssimo. E por que somos revestidos? Porque estamos em combate, pois “As armas do nosso combate não são carnais” (II Cor 10,4-5).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vivendo a Semana Santa

A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.
2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.Tríduo Pascal O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.
QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar. Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor. Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.
SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”. E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou. Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver. Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.
VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração. À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.

domingo, 18 de março de 2012

São José, Rogai por nós!

Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”. No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo."Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt 1,24).O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria. Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós. Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.São José, rogai por nós!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Missa da Saúde

No último dia 23 de Fevereiro na Paróquia São José Operário as 19:30h foi realizada a primeira missa do ano na intenção da saúde Física e Espiritual, presidida pelo Pe. Ronaldo Cardozo.
A Santa missa teve início com a bênção do Santíssimo, erguendo-se um grande louvor ao Criador, ainda foi colocado nas mãos do Pai, um sarcedote que estava deixando o ministério!
Uma celebração bem dinâmica, lindos cânticos, o padre impôs as mãos sobre os fiés, momento de muitas curas e libertações!
Ao final da celebração foram distribuidas as Pílulas milagrosas de São Galvão, adquiridas para resolver qualquer tipo de aflição, mas principalmente, problemas de saúde e para a gravidez, pois também ajuda na hora do parto.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

São Valentim

Por Roberto J. Carr (Missionário da Canção Nova nos Estados Unidos).
Os americanos costumam comemorar no Dia de São Valentim o Dia do Namorados, conhecido como ‘Valentine’s day’, mas segundo a biografia desse santo não podemos associá-lo como o intercessor dos casais apaixonados.Ao olhar para as origens das tradições românticas do Dia de São Valentim, você pode esperar encontrar algum gesto ou palavra que ligue o mártir aos apelos que promovem o amor conjugal. Talvez você espere ler que, antes de sua morte, ele fez o sinal de um coração que hoje está associado ao dia. Lamento desapontá-lo, pois, nenhuma conexão existe neste sentido.Na verdade, sabe-se muito pouco sobre São Valentim. Existem duas ou três fontes sobre isso. A Martiologia Católica mantém a execução de dois servos de Deus, chamados Valentius. Um padre e um outro bispo, em meados do século III ambos foram entregues nas mão do imperador romano.Mais tarde, os dois santos, pela tradição da Igreja, são lembrados como São Valentim, comemorados no dia 14 de fevereiro. Mas pouco se sabe deles.O bispo que nós recordamos como São Valentim acredita-se estar enterrado onde, hoje, é a Basílica de São Valentim em Terni- Itália – cidade na qual se acredita que ele tenha nascido.Segundo o site do Santuário, a evidência arqueológica indica claramente que restos mortais cristãos foram enterrados nesse local que parece ser do bispo a quem lembramos como São Valentim e os outros cristãos.Para ver as origens das celebrações do Dia de São Valentim, relacionadas com o amor, temos que deixar Roma e o segundo século. A história nos conduz ao século XIV, na Inglaterra, durante o reinado do Rei Henrique II e a um poeta de língua inglesa chamado Geoffrey Chaucer. Um católico famoso por conta das viagens de peregrinos a Jerusalém narrados nos seus contos de Canterbury.Estudiosos da Idade Média listam sua poesia como o início da celebração do amor, da corte e do casamento em conexão com São Valentim. Na verdade, Jack B. Oruch em um artigo no “Speculum”, Jornal da Academia Medieval da América, afirma que não há nenhum argumento convincente de que nem mesmo um poema de Valentim, precedido pelos coetâneos de Chaucer, consequentemente tenha influenciado os deste [Chaucer].A tradição que parece começar com os poemas de Chaucer no mundo de língua inglesa, aparentemente se espalhou pela França e continua até nossos dias. No final do século 20 é creditada à indústria americana de cartões de saudação a continuação da promoção das celebrações que vemos hoje.A Enciclopédia Católica narra que a conexão com “namorados” está enraizada no comportamento dos pássaros descrito no poema “Parliament of Foules” de Chaucer . Neste poema ele descreve como os pássaros escolhem seus parceiros na primavera e relaciona isso ao amor humano.Segundo a Wikipedia, que coloca as palavras de Chaucer em conexão com um outro São Valentim, bispo mártir de Génova, que morreu por sua fé no início do século IV, sua festa é 2 de maio, próximo do tempo em que as aves surgem para escolher um parceiro, diferentemente da data de 14 de fevereiro, que é de aproximadamente um mês antes do fim do inverno no Hemisfério Norte.14 de fevereiro já não é o dia reservado para São Valentim desde o Concílio Vaticano II. Hoje, é o dia em que celebramos os grandes irmãos e santos missionários da Europa Oriental. Cirilo e Metódio.Como católicos lembramos Dia de São Valentim como a celebração do amor citado por Geoffrey Chaucer, que nos conduz ao sacramento e à vocação do matrimônio, enquanto que Jesus nos ensina, em Marcos, que o casal que deixa o pai e a mãe se torna uma só carne.Embora os santos Valentins não sejam fontes de conexão para a moderna celebração do romance, do amor e casamento, estou certo de que no céu eles estão felizes por terem seus nomes associados com o poderoso sacramento do serviço, chamado matrimônio, o qual é o fundamento da sociedade, não só católica como também da sociedade civil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia do Consagrado!

Nesta quarta-feira (2), data em que a Igreja comemora o Dia do Consagrado, o papa Bento XVI agradeceu a oração e o trabalho realizado pelas pessoas que dedicam a sua existência à vida religiosa, durante a tradicional audiência geral. “Somos gratos a eles pela oração e o trabalho que desenvolvem nas paróquias, nos hospitais, nas casas de repouso e nas escolas”, afirmou o papa. O Pontífice ressaltou o exemplo de Santa Teresa de Jesus (1515-1582) ao abrir nova série de catequeses, dedicada aos doutores da Igreja, membros da Igreja Católica que se distinguiram pela santidade, doutrina e ciência. “Um dos vértices da espiritualidade cristã de todos os tempos. O exemplo desta santa, profundamente contemplativa e eficazmente operadora, estimula-nos também a dedicar todos os dias o justo tempo à oração, para aprender de Deus um amor ardente a Ele e à sua Igreja e uma caridade concreta”, salientou o papa. A catequese de Bento XVI enfatizou o distanciamento dos bens ou pobreza evangélica e o amor que marcaram a vida de Teresa. Ao mesmo tempo em que experimentava um amor incondicional pela Igreja, diante dos episódios de divisão e conflitos que a atravessavam, a santa espanhola propôs uma profunda sintonia com os grandes personagens bíblicos e a escuta viva da Palavra de Deus.O Santo Padre deu as boas vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, presentes na Audiência e fez um resumo sua catequese:“ Que o exemplo e a intercessão de Santa Teresa de Jesus vos ajudem a ser, através da oração e da caridade”, disse o papa. Queridos irmãos e irmãs,Santa Teresa de Jesus, nascida no século XVI, é um dos vértices da espiritualidade cristã de todos os tempos, e deu início, junto com São João da Cruz, à Ordem dos Carmelitas descalços. Apesar de não possuir uma formação acadêmica, sempre soube se alimentar dos ensinamentos de teólogos, literatos e mestres espirituais. Suas principais obras são: O livro da Vida; Caminho da perfeição; Castelo Interior e O Livro das Fundações. Entre os elementos essenciais da sua espiritualidade, podemos destacar, em primeiro lugar, as virtudes evangélicas, base de toda a vida cristã e humana. Depois, Santa Teresa insiste na importância da oração, entendida como relação de amizade com Aquele que se ama. A centralidade da humanidade de Cristo, outro tema que lhe era muito caro, ensina que a vida cristã é uma relação pessoal com Jesus, a qual culmina na união com Ele pela graça, pelo amor e pela imitação. Por fim, está a perfeição, aspiração e meta de toda vida cristã, realizada na inabitação da Santíssima Trindade, na união com Cristo através do mistério da Sua humanidade. Santa Teresa de Ávila - As leituras de infância da religiosa nascida na cidade espanhola de Ávila ofereceram-lhe dois princípios fundamentais: a transitoriedade das realidades mundanas e a certeza de que só Deus é para sempre, recordou Bento XVI. Teresa empenhou-se na renovação da Ordem Carmelita: em 1562 fundou em Ávila a primeira comunidade reformada, trabalho que prosseguiu nos anos seguintes com o estabelecimento de mais 16 casas. Juntamente com São João da Cruz, também espanhol, erigiu no ano de 1568 em Duruelo o primeiro convento dos Carmelitas Descalços. Dia Mundial da Vida Consagrada - O papa Bento XVI presidirá a celebração das Vésperas com os membros dos Institutos de Vida Consagrada e da Sociedade de Vida Apostólica, na festa da Apresentação do Senhor e XV Dia Mundial da Vida Consagrada. A celebração acontecerá na Basílica Vaticana, às 17h30 (no horário de Roma, 14h30 em Brasília).
Santa Tereza de Avila, Rogai por nós!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jesus no Litoral

No último dia 08 de Janeiro do Ano 2012 aconteceu nas praias de Conceição da Barra/ES o Jesus no Litoral, evento realizado pela RCC, Ministério Jovem e Diocesse de São Mateus/ES.
O evento contou com o público jovem da região do Espiríto Santo, ainda com a presença do Bloco mais animado de Itabata/BA Loucos por Cristo.
A Banda Discípulos iniciou o evento colocando a galera pra dançar na presença do Senhor, e logo após a Banda Alto Louvor, da Comunidade Shalom de Salvador, interagiu junto, tocando aquele swuingão.
Parabéns Diocese de São Mateus pelo evento, se o intuito era resgatar os jovens que estão perdidos, sem rumo na vida Espiritual, Glória a Deus vocês conseguiram!
Abaixo fotos da galera de Itabata/BA, Bloco Loucos por Cristo!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Obediência

Frei Raniero Catalamessa foi particularmente feliz e inspirado quando em seu livro sobre “Obediência”, diz que a “obediência cristã não está fundamentada em uma idéia, mas em um ato de obediência”.
Quando o assunto é obediência, logo ligamos nosso “sistema automático de defesa, desculpas e justificativas”, pois sabemos que esse é um dos nossos mais constantes e difíceis pecados que temos.
Na origem de toda obediência está uma, a de Cristo. Na origem de toda desobediência está a de Adão. O mal consistiu em desobedecer a Deus, e o bem em obedecer. Se levarmos em conta a nossa dificuldade em nos submetermos aos outros como algo totalmente pessoal e quase exclusivo, estaremos em muito dificultando nossa libertação desse mal.
Precisamos compreender que a desobediência tem raízes profundas que remontam do pecado original, que vem como herança de nossos primeiros pais, adão e Eva. Porém essa consciência não deve nos levar à acomodação porque se é verdadeiro afirmar que Adão pecou na desobediência ao Senhor, muito maior é a verdade que Jesus Cristo, o novo Adão, no qual fomos regenerados e recriados na justiça, este foi completamente obediente e submisso à vontade do Pai.
Se a obediência de Adão gerou em nós uma inclinação ao Pecado da desobediência, a obediência perfeitíssima de Cristo Jesus capacitou-nos à sua imitação e convida-nos a superarmos nossa inclinação ao mal e abraçarmos a vivência do bem.
Jesus é o novo Adão, que foi fiel lá onde o primeiro sucumbiu à tentação. Se somos em Cristo novas criaturas, precisamos acreditar que o caminho que Ele trilhou é o mesmo que devemos trilhar, pois não somos mais que seguidores seus. Acredito que o primeiro passo para abraçarmos a obediência é desejarmos de todo coração nos assemelharmos a Jesus. O desejo de santidade certamente nos faz renunciar a direitos e por amor submeter nossa vontade à autoridade de outros. A obediência nasce de uma verdadeira conversão.
Em toda história do povo de Deus tivemos homens eleitos que vão à frente, conduzindo para a vontade do Senhor. Nos nossos ministérios não pode ser diferente. Precisamos ter pessoas que sejam imparciais, atentas e dispostas a ouvir e cumprir a vontade divina.
A maioria dos problemas que temos visto noministério de música, em relação à autoridade e submissão, decorre de uma falta de formação sobre o verdadeiro sentido da autoridade e também da virtude da obediência. Porém na grande maioria dos casos vemos pessoas que não estão dispostas a ceder, renunciar seus direitos ou comodidades por causa do bem comum e da igreja. Isso é totalmente inverso ao exemplo que Cristo nos deixou. “A obediência de Cristo, no cotidiano da vida escondida, inaugura já a obra de restabelecimento daquilo que a obediência de Adão havia destruído”.
Assim como lutamos contra vícios e pecados da língua, do orgulho, da impureza, precisamos lutar contra vícios do pecado da desobediência. Quando obedecemos, fazemos um bem às autoridades, à igreja e um grande bem a nós mesmos pois estamos nos assemelhando mais e mais a nosso Senhor Jesus Cristo. Obediência e humildade andam juntas, da mesma forma que orgulho e desobediência andam de mãos dadas. A escolha da desobediência e do mal é um abuso de liberdade à escravidão do pecado.
Através da oração diária, o Espírito Santo pode fazer esta obra de restabelecimento do desejo e da inclinação a uma vivência da obediência cristã. Mas veja, essa é uma obra do Espírito, se não for assim, perderemos a liberdade. Se obedecermos por medo de castigo, estamos escravizados. Se obedecemos para obtermos elogios das autoridades, já recebemos nossa recompensa. Porém, se obedecemos por amor a Jesus e à sua igreja, Ele mesmo nos dará a recompensa. Antes de ser um dever, a obediência é uma graça, liberta-nos de nós mesmos, faz-nos semelhantes Àquele que amamos e a quem servimos.
“Como os peixes nascidos na água não podem sobreviver senão na água, assim os cristãos nascidos pela obediência não podem viver espiritualmente senão pela obediência”.


Luiz Carvalho